Você sabe selecionar o melhor tamanho de poro para a sua análise?

Purificação de bioativos de proteínas a partir de misturas complexas
4 de junho de 2024

Você sabe selecionar o melhor tamanho de poro para a sua análise?

A eficiência e produtividade de um processo de purificação está intrinsecamente relacionado com a escolha da fase estacionária. Três critérios importantes devem ser levados em conta para a seleção de uma resina de purificação: seletividade, tamanho de partícula e tamanho de poro. Este último determina a área superficial da fase estacionária e, consequentemente, a retenção do composto alvo e sua capacidade de carga, além de ser é um fator determinante para uma separação eficiente.

Existe uma correlação entre o tamanho de partícula e a área superficial. Quanto menor o poro, maior é a área superficial total, consequentemente, maior é a carga de ligante que pode ser adicionada à superfície. O exemplo abaixo ilustra bem essa correlação:

A separação cromatográfica também está relacionada com o tamanho de poro, uma vez que para que ocorra uma interação eficiente com a molécula alvo, esta deve acessar os poros da resina. Moléculas pequenas terão essa interação mais eficientemente com poros menores, ao passo que peptídeos, proteínas e polímeros são excluídos dos poros. Neste caso, poros maiores são necessários. Geralmente, a escolha do poro deve ser tal que seja o menor possível para a sua molécula alvo, porém, o maior necessário.

Dessa forma, o conhecimento do tamanho da molécula permite ter a melhor escolha do tamanho de poro. Como regra geral, quanto maior a molécula, maior deve ser o tamanho de poro da fase estacionária. Porém, menor será a hidrofobicidade desta superfície. Portanto, a título de recomendação, quando se trata de moléculas pequenas o tamanho de poro pode variar entre 8 nm (80Å) e 12 nm (120Å), ao passo que para moléculas maiores (proteínas, peptídeos, polímeros), utilizam-se poros entre 12 nm (120Å) e 30 nm (300Å).

O efeito dos diferentes tamanhos de poro em um processo de purificação de uma amostra de peptídeo pode ser visualizado abaixo. No que diz respeito à variação em escala analítica, o perfil cromatográfico não é tão influenciado pelo tamanho do poro. Entretanto, quando se tem uma escala maior, o efeito do poro se torna mais evidente.

Aplicação completa em:

Referências:

 

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